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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Introdução à História da Moda


Como tudo começou
O calor beirava os 40 graus. As ruas eram ‘‘pavimentadas’’ com lama e pedregulho. De um lado, as índias passeavam com suas ‘‘vergonhas’’ à mostra. Do outro, senhoras de fino trato desfilavam com seus pesadíssimos e acalorados vestidos europeus. Isso foi há muito tempo, 500 anos atrás, quando o Brasil, recém-descoberto, descobria também a moda.
A história do vestuário nacional confunde-se com a própria memória da vida privada do país. Afinal, as roupas fazem parte dos costumes e da cultura, e o estilo é o reflexo de uma época. (…)
O passeio pela história da moda no país revela aspectos interessantes sobre o cotidiano desde a colônia até os dias de hoje. Enquanto algumas peças parecem incrivelmente atuais, outras indicam hábitos comuns durante épocas, mas que atualmente provocam estranheza. Por exemplo: na segunda metade do século 17, as mulheres colavam no rosto pedaços de tecido embolados para que parecessem… verrugas! Mas, como tudo na moda é reciclado, também há trajes históricos que continuam em voga. O estilo hippie dos anos 60, os twin-sets da década de 70 e até mesmo alguns vestidos do século 16 podem ser visto até hoje nas vitrines.
De 1500 a 1550


A Europa ditava a moda da colônia portuguesa recém-descoberta. Mesmo sob o forte calor tropical, as mulheres usavam pesados vestidos de veludo, ao estilo da corte de Henrique VII. Seda, tafetá e brocados também faziam parte do vestuário, pois indicavam poder econômico. Os decotes eram generosos: o formato quadrado e o apertado espartilho garantiam — não sem sofrimento — o destaque dos seios e a cinturinha fina.



De 1551 a 1600

O estilo elizabetano levou para o vestuário o rococó da corte inglesa. Muitos bordados, laços, enfeites de ouro, pedras encrustradas. As saias eram largas, recheadas por várias armações, e as mangas, fofinhas. Preto, vinho e vermelho eram as cores da moda, sempre incrementadas por detalhes dourados. Outra tendência lançada por Elizabeth I foi o vermelho-fogo nos cabelos, que também recebiam perucas longas e encaracoladas.

 
Veja aqui várias imagens de Elizabeth I e aqui filmes sobre ela.



                                                                Veja mais fotos do traje masculino no Rococó aqui. 


De 1601 a 1650 
As brasileiras passaram a se vestir como as princesas das famílias reais européias. Vestidos tinham meia cauda e eram confeccionados em cetim bordado a ouro. O corpete continuava sufocando os troncos femininos, destacados pelo decote quadrado. Alguns vestidos tinham armações de arame no lugar da gola. Um estilo imponente, influenciado pela moda de Luís XII.

De 1651 a 1700
Os vestidos ficaram mais curtos na frente e com cintura melhor definida. A grande novidade eram os adereços para os cabelos, umas estranhas armações que deixavam a cabeleira volumosa.


De 1701 a 1750
Nesta época, as roupas estiveram mais femininas do que nunca. Além dos seios e da cintura, os quadris eram destacados com uma armação chamada de ‘‘anquinha’’. Meias e luvas brancas faziam parte do vestuário, que incluía também arranjos dourados para o cabelo.


De 1751 a 1800
A moda fica mais discreta. Os excessos das décadas anteriores vão sendo eliminados pouco a pouco. Vestidos menos rodados, mangas menos fofas, fim da ‘‘anquinha’’, calçados com salto baixo. Os penteados imensos diminuem, assim como o volume e a altura das perucas.


De 1801 a 1850
Pouco se muda na história do vestuário. As roupas e sapatos continuam nos mesmos padrões do século anterior, mas dois elementos são agregados ao guarda-roupa: peles de animais e os sensuais xales, que ‘‘fingiam’’ cobrir decotes generosos.


De 1851 a 1900
No Brasil do Império e da República, a moda não era mais britânica. Paris, sim, passara a ser a bola da vez. Nos navios que desembarcavam por aqui, chegavam tecidos, figurinos e revistas da França. Pela primeira vez, os modelitos estrangeiros são adaptados ao nosso clima. Em 1870, Bartholomeu Thimonnier inventa a máquina de costura. Uma década depois as tinturas artificiais são descobertas, colorindo os tecidos antes pálidos.


De 1901 a 1950
Depois da Primeira Guerra Mundial, o vestuário é totalmente reformulado. A moda continua sendo ditada pela França, mas surgem as primeiras confecções brasileiras, que adaptam modelos e tecidos. A carência de matéria-prima durante a guerra impulsionou a indústria têxtil, que começou a buscar soluções para substituir os tecidos importados. Como a mulher passa a fazer parte do mercado de trabalho, as roupas ficam mais práticas: aparecem os tailleurs, as saias ficam mais curtas e os costumes ganham cortes masculinos. No começo do século acontece o primeiro desfile de moda do Brasil, organizado pela Casa Canadá.


Décadas de 50 e 60
A televisão e o cinema influenciam os jovens, que passam a usar blusões de couro, topetes, camisas coloridas, calças justas. Para as mulheres, vestidos bem rodados, casaquinhos e sapatilhas.

anos50 2 A moda em 500 anos de Brasil fotos


1950

Década de 60

Os anos 60 ficaram na memória como a grande época da revolução da juventude, enquanto os anos 70 se destacaram pela sua irregularidade, não tendo um perfil definido. Foram tudo menos calmos, pois nesta década prosseguiram as transformações em grande escala. A libertação sexual, as experiências com as drogas ou a reclamação dos direitos das mulheres – tudo deixou de ser um programa de minorias, sendo aceito e levado à prática pelas grandes massas.
Antimoda era palavra-chave. Desde as calças boca de sino, os trajes de algodão barato, tudo era permitido, até os trajes de alta costura, tudo era permitido, desde que não tivesse um aspecto normal. O que tornava difícil alguém se vestir. Em caso de dúvida, as pessoas decidiram-se pelo Jeans, que havia se transformado no uniforme dos não conformistas – e quem é que não queria fazer parte deles no início dos anos 70?Tanto sex-appeal deu aos estilistas a idéia de que também aos jeans desbotados se podia incutir uma nova vida com um pouco mais de glamour. Transformaram o clássico em calças de boca de sino, calças afuniladas, não evitando nem dobras nem as pregas. Assim, os clássicos Jeans dos trabalhadores transformaram-se em Jeans chiques, que exibiam orgulhosamente etiquetas Fiorucci, Cardim ou Calvin Klein.A discoteca tornou-se palco de todos os figurantes que acreditavam no credo de Andy Warhol:que cada um pode ser uma estrela por 15 minutos. No fim da décata, as mulheres tinham que se deitar no chão para conseguirem puxar o zíper dos Jeans. Os punks substituíram o love and peace pelo sex and violence, e tudo o que era natural uma artificialidade gritante.Fora com o algodão, viva o plástico!


1960

Década de 70
O estilo hippie domina a moda jovem, com batas indianas e calças boca-de-sino. Mas essa também é a época da discoteca, do brilho, do exagero. A meia arco-íris de lurex usada por Sônia Braga em Dancing Days vira febre entre as mulheres, que também aderem às sandálias plásticas. No final da década, o movimento punk ganha a Inglaterra e o mundo. Cabelos estilo moicano, muitas tachas, botas de cano alto e roupas pretas saem das ruas e já ocupam as vitrines.




Década de 80
O punk estilizado — aquele visual gótico — domina as boutiques jovens e divide a preferência com mangas-morcego, calça legging, crucifixos, pochetes, camisões, calças de couro… A moda é um verdadeiro pastiche. Madonna faz sucesso e dita tendências entre as garotas. As meias coloridas continuam no topo.

                                              anos80 3 A moda em 500 anos de Brasil fotos

Década de 90
É o auge da androginia. Ternos, blazeres, calças retas fazem a brincadeira menino/menina. Surgem as supertops, modelos cotadíssimas que, com seus corpos esguios e muito magros, influenciam a estética.








O século XXI
Por falta de imaginação, o início do século apresenta uma mistura geral. Peças clássicas, como o corpete, são reintegradas ao vestuário. Influências das décadas passadas, anos 70 e 80 totalmente revisitados. A moda nunca foi tão democrática quanto agora.




Moda de 1900


Os seres, a princípio, passaram a se cobrir com peles de folhas para se proteger do clima. Com o decorrer do tempo, essa proteção foi se tornando cada vez mais sinônimo de poder e status.
Na época Bizantina, dava-se valor, por exemplo, às roupas na cor roxa, pois essa cor era derivada de um pigmento muito raro que só a nobreza tinha condições em adquirir.
Já os mais pobres usavam roupas na cor azul, que era feita com ureia, por isso era de fácil acesso, os tintureiros tomavam muitas bebidas alcoólicas, faziam a urina em baldes, e essa era utilizada para tingir as peças de tecido.
Na forma de viver ficam claros os estilos, as etnias, personalidades, modo de pensar e viver. As roupas também serviram durante anos como exteriozação do viver de cada um; Na década de 60 e 70,
por exemplo, os ''hippies'' transmitiam toda a paz e amor por cores alegres e estampas floridas, demonstrando sensibilidade, romantismo, desconntracção e bom humor.

A ''moda'' também é vista por alguns como um carácter psicológico, na qual as cores expessam humor, sentimentos e personalidade.Ou outros com características místicas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Influência da música na moda


Dos anos 50 aos anos 90, uma passagem pela influência da música sobre a moda
Alguns estilos musicais são uma verdadeira febre. Agradam tanto que extrapolam todos os sentidos, refletindo-se no comportamento e no vestuário. Veja aqueles que ficaram marcados nas décadas referentes.


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Elvis Presley – Anos 50
O Rei do Rock mexia o corpo como um demônio, segundo os padrões da época, e sua liberação melancólica e sexual atraía diretamente o público jovem, enquanto que horrorizava os mais velhos. Fez moda com seu estilo diferente. Todos queriam se parecer com o homem considerado o maior símbolo do rock entre 1956 e 1963. Seu topete e as grandes costeletas formavam seu estilo junto ao figurino diferente, marcado por suas jaquetas de couro.
beatles


Beatles – Anos 60
Os garotos de Liverpool revolucionaram o mundo do rock com seu estilo musical e mexeram com a moda dos anos 60. O quarteto influenciou jovens do mudo todo. Qual garoto não queria deixar o cabelo crescer como John, Paul, George e Ringo? Até hoje o Beatles serve de inspiração para bandas como o Oasis.

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Jovem Guarda – Anos 60
Nos anos 60 a moda era usar a linha era reta, futurista, geométrica e erótica, pois grande parte do corpo aparecia desnuda. Se no início a moda era comportada, rapidamente absorveu os movimentos jovens que ditam a minissaia, incorporados no Brasil pela jovem guarda. As saias encurtaram mais que nunca, bem acima do joelho, e diminuíram até o tamanho da “Hot pants”, shortinho que virou mania na época.

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T-Rex – Anos 70
O vocal do T-Rex, Marc Bolan foi o artista que abriu a porta da extravagância do glam rock para outros como David Bowie, Slade, Sweet, e Gary Glitter passarem e ir além. Nos anos 80 diversas banda adotaram o estilo extravagante, marcado pelos cabelos compridos e cheios de volume, roupas exóticas e muita maquiagem, como Mötley Crüe, Poison, Guns ‘n’ Roses e Cinderella, entre outras.


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David Bowie – Anos 70
Conhecido como o Camaleão, David ditou moda desde os anos 70. O cantor mudou diversas vezes de estilo, com figurinos criados por ele mesmo e cabelos de cores e cortes exóticos. Na capa do álbum “The Man Who Sold The World”, David está meio deitado e usando um vestido. A androginia que mais tarde seria levada as últimas consequências começa a aparecer e também a chocar.


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Kiss – Anos 70
Depois da banda brasileira Secos e Molhados subir aos palcos com os rostos pintados, foi a vez dos roqueiros do Kiss criar sua marca pessoal. A banda é muito conhecida por fazer de seus shows grandes espetáculos, com um figurino especial e grandes efeitos. Cada integrante usa um desenho em seus rosto, sendo mais reconhecidos pelas pinturas do que pelo próprio rosto.


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Dancin’ Days – Anos 70
Nos anos 70 a moda dance surgiu com o filme “Embalos de Sábado à Noite”, com o ator John Travolta e no Brasil com a novela “Dancin Days”, com a atriz Sônia Braga. A moda então passou a ser composta por meias de lúrex, sandálias de salto alto, camisas de poliéster com colarinhos grandes e calças bocas de sino.


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Madonna – Anos 80
A cantora pop mexeu com a fantasia de muitos homens com sua ousadia nos anos 80. Ela lançou muitos estilos e ditou a moda com seu figurino exótico, formado por roupas sensuais e escandalosas. Madonna é sempre vanguarda, ousadia e personalidade… Ainda hoje é citada como um fenômeno cultural, um símbolo de moda, identidade e atitude.



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Michael Jackson – Anos 80
O caçulinha do Jackson Five, o mais talentoso dos irmãos, obteve grande sucesso ao investir em sua carreira solo. Michael Jackson mostrou que além de uma grande voz, também dominava o palco com sua dança. Não contente em inovar com passos rápidos e complicados, o cantor também criou um estilo próprio de se vestir, que contagiou o mundo todo. Michael abusava do brilho e não dispensava as jaquetas pretas, além de seu sapato e das meias brancas.


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Blitz – Anos 80
No Brasil, a banda Blitz, que lançou nomes como Evandro Mesquita, Fernanda Abreu e Lobão, marcou o rock dos anos 80. A banda mexeu com o estilo dos jovens com suas roupas coloridas e os cabelos diferentes.


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É o Tchan – Anos 90
Nos anos 90 foi a vez do grupo baiano Gera Samba ditar a moda no Brasil. Com suas músicas e danças sensuais, o grupo não demorou a virar febre no país inteiro. Mais tarde teve que mudar seu nome para É o Tchan (nome de uma de suas músicas mais famosas). Composto por duas dançarinas, entre elas a Carla Perez, o grupo influenciou a moda do verão brasileiro com os shortinhos e os tops curtinhos que elas usavam no palco.


Fonte: VVitrine

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Vogue

Adriana Lima é cantora vintage para a edição de fevereiro da Vogue Italia. Vestindo Valentina Serra e Dolce & Gabbana, a morena mostra todo seu sex-appeal sob as lentes de Vincent Peters. O resultado é estonteante!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Alexandra Throws Shapes

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Alexandra/IMG, Nathalie Paris. Ph:David Sims for Paris Vogue Dec 06
Images courtesy of IMG New York.
The new issue of Paris Vogue features a masterclass of an editorial when it comes to depicting shape and silhouette.
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Alexandra/IMG,Nathalie Paris. PH: David Sims for Vogue Italia Dec 06
With IMG New York’s fast rising Alexandra Tomlinson in the spotlight, this editorial certainly stamps an indelible impression.
Alexandra/IMG, Nathalie Paris: Ph. David Sims for Vogue Paris Dec 0