quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010




Desde que o mundo é mundo, as pessoas se lamentam do mau hálito. Há mais de 3 mil anos, o médico grego Hipócrates já prescrevia um bochecho de vinho com ervas aromáticas para melhorar o hálito.
O normal é o hálito humano ser inodoro ou ligeiramente perceptível pelas pessoas ao seu redor. A halitose, nome científico do mau-hálito, é uma anormalidade do hálito, em que são liberados odores desagradáveis. É o sintoma de algum problema de origem local, geral, sistêmica e/ou emocional, ou seja, é um sinalizador de que algo no organismo não vai bem.
Dezenas de causas são relacionadas à halitose. Dentre as causas gerais, destacam-se as de origem respiratória, digestiva, metabólica e emocional (estresse). Dentre as causas de origem local, podemos citar o acúmulo do biofilme, cáries, alterações gengivais e periodontais, peças protéticas deterioradas ou mal adaptadas, alteração na composição e quantidade da saliva e principalmente a saburra lingual, camada de restos alimentares, bactérias e células descamadas que se acumula sobre a língua dando-lhe um aspecto esbranquiçado. E sobre o assunto, Dr. Rafael é enfático: “alguns enxaguatórios utilizados pelos pacientes que prometem reduzir o mau hálito, pioram o problema pela composição apresentada, induzindo ao mau hálito algumas horas pós seu uso, além de alterar o paladar e manchar os dentes. É necessário cautela e correta indicação de produtos para cada caso”.
Um fato curioso, é que muitas pessoas que possuem mau hálito, não sabem que possuem o problema: isso ocorre porque o olfato, assim como a visão, é suscetível à grande adaptação. Na primeira exposição a um cheiro muito forte, a sensação pode ser muito intensa, mas dentro de alguns minutos, o odor quase não é mais sentido. Dessa forma, as pessoas são incapazes de avaliar sua própria halitose.
“Anamnese detalhada, mudanças de hábitos do paciente e produtos específicos de higienização oral para cada caso são fundamentais para reduzir ou eliminar o problema” - afirma Dr. Rafael Campos. Desenvolvendo formulações magistrais odontológicas desde 2000, baseando-se em estudos científicos das principais universidades do mundo e ministrando cursos onde um dos temas abordados são formulações para mau hálito, Dr. Rafael Campos, complementa: “como estudos mostram que aproximadamente 85% dos casos de halitose são de origem local, existem compostos naturais e minerais que em enxaguatórios e dentifrícios reduzem drasticamente os compostos responsáveis pela halitose em até 95%. A diferença é perceptível logo no início do tratamento”
Apesar de ser um problema comum, por fim, ter mau hálito não é normal. Cerca de 60% de toda a população mundial tem ou teve mau hálito. Normalmente os pacientes procuram o “tratamento mascarador” para o problema, utilizando gomas de mascar e enxaguatórios que somente disfarçam temporariamente o problema, sem resolvê-lo.  Esta preocupação torna-se, em algumas pessoas, uma prática diária e continuada, passando com o tempo a ser quase um vício.
Geralmente os pacientes portadores de halitose buscam o tratamento odontológico na expectativa de resolver o seu problema de mau hálito, porém muitas vezes o constrangimento o impede de dizer ao dentista o verdadeiro motivo de sua consulta. Desta forma somente um profissional qualificado pode auxiliar as pessoas que sofrem com o problema a resolvê-lo de forma definitiva, e não sabem para quem recorrer, por desconhecimento ou constrangimento.

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